
Sem mais delongas, deixo-vos com o perfeito comentário de Joel Johnson, lá no Boing Boing Gadgets:
The Macbook Air has one intractable flaw.
It’s too big.
More precisely, too wide.
Ao contrário dele, no entanto, acho que a escolha da Apple não foi por achar que o público não aceitaria uma tela menor (basta ver como o PowerBook G4 de 12″ faz sucesso até hoje). Acho, sim, que foi um problema de espaço: para poder deixá-lo tão fino tiveram que “espalhar” os componentes da placa-mãe, tornando impossível criar um formato menor. Mesma razão para uma série de outras decisões “minimalistas”, como a de ter apenas uma porta USB e nenhuma Ethernet.
O que, finalmente, me leva à pergunta que não entendo por que mais pessoas não se fizeram: quando é que um dono de notebook se viu desejando que seu computador fosse mais fino? Conheço inúmeras pessoas que queriam que ele fosse menor e mais fácil de carregar. Mas, sinceramente, exceto pela beleza do design, não consigo entender como é que ser mais fino pode ser considerado algum grande avanço de usabilidade - ainda mais quando isso significa ter que abrir mão de trocar sua bateria, memória ou HD, não ter uma porta Firewire ou Ehternet, e apenas uma USB.
Ou seja, na comparação de tamanhos feita pelo Gizmodo, o que vale mais para a portabilidade, ser um dos pequenos (e versáteis) gordinhos à direita ou o espaçoso magro à esquerda? A resposta, pra mim, está no título do post de Johnson: o MacBook Air não é um sub-notebook.
P.S.: Fugita, se o hardware é apenas um detalhe, por que ainda ficas tão empolgado com os lançamentos da Apple, a ponto de equiparar a não existência de um drive ótico no MacBook Air (característica de longa data de UMPCs e sub-notebooks) com o fim da mídia física?
3 responses so far ↓
1 Cynara // Jan 16, 2008 at 4:53 pm
A melhor pergunta que já ouvi: “quando é que um dono de notebook se viu desejando que seu computador fosse mais fino? “
2 Gustavo Faraon // Jan 17, 2008 at 10:43 am
Solon, como tu bem observou, não acho que um notebook mais fino tenha qualquer importância além da beleza do design. Ainda assim, essas “frescuras” como design bacana e espessura mínima fazem parte da experiência do usuário com o computador. Vou dizer: tô usando um MacBook depois de usar por alguns meses ocasionalmente um note POSITIVO, a diferença de hardware nem é tão grande assim, mas a diferença na experiência final é total e absoluta. É como ter parado de usar calças com um furo na bunda. Claro, talvez eu tenha usado como exemplo dois extremos, mas, trocando em miúdos, o comentário é esse: as frescuras (tanto quanto o acabamento, não ter teclas soltas, touchpad que funciona) são muito importantes, ainda que, racionalmente, escolher um notebook pelas frescuras não faça sentido.
3 Solon // Jan 17, 2008 at 1:12 pm
XINHO: mas “hardware” não é só a especificação do processador, a quantidade de memória e coisas desse tipo. como alguém que prefere pagar R$ 200 por um teclado da Microsoft ao invés de um Clone de R$ 25, sei muito bem a diferença que um bom acabamento e qualidade do produto podem fazer.
veja que, por exemplo, eu não reclamei do touchpad multitouch que foi lançado com este MacBook Air. achei algo muito legal. inclusive, sempre achei o scroll com os dois dedos dos touchpads da Apple muito mais inteligente que aquela barrinha na lateral dos de PCs - embora ache a história do botão único uma estupidez, e não goste do botão dos MacBook.
a questão é que ser mais fino, até onde consigo imaginar, não entra nesses quesitos. é uma questão apenas estética. mas, mais importante, se a idéia é vender isso como sendo uma vantagem de portabilidade, como a Apple está fazendo, não faz sentido algum fazê-lo em detrimento de um tamanho menor.
quanto à diferença sentida no “build” do Apple em relação ao Positivo, realmente a tua comparação é uma sacanagem. experimenta um notebook PC que custe o equivalente do MacBook (especialmente um Sony) e me diz se tu nota alguma grande diferença no uso.
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