Há alguns dias, a Canonical lançou o Feisty Fawn, nova versão do Ubuntu. Entre várias novidades, a possibilidade de fazer um upgrade da versão anterior, ao invés de ter que apelar para uma nova instalação, como é o normal em distribuições Linux. Segui os passos, tudo andou conforme o esperado, até que dei de cara com um erro ao baixar um arquivo. Dei uma pesquisada e descobri que era um problema encontrado por muita gente.
Revisei minha sources.list, segui algumas outras indicações, e parti para novas tentativas. Dessa vez, a opção para upgrade no gerenciador simplesmente desapareceu, mais um problema que também parece estar afetando algumas pessoas. Mais algumas leituras e resolvi que, com tanta gente tendo problemas em fazer o upgrade, ainda não tinha sido dessa vez que uma distribuição Linux tinha alcançado tamanho nível de INOVAÇÃO.
Próximo passo: clean install. Foi quando me lembrei de outro detalhe da vida de um novato no sistema operacional do pingüim, que foi o absoluto desconhecimento da prática de instalar o /home em uma partição própria, para manter seus dados e configurações independente das instalações. Mais um apelo ao Google, e rapidamente descobri métodos para fazer isso com o diretório já instalado. Segui os passos e adivinhem? Não funcionou, e bagunçou de tal maneira o fstab que foi preciso deletar e reformatar as partições para que o desgraçado se dignasse a rodar o LiveCD que fosse.
Tudo devidamente reformatado (com direito, inclusive, à corajosa decisão de apagar a instalação do Windows e tentar viver sem ele), voltei a instalar o Edgy Eft e então o Feisty Fawn, agora obviamente com a partição /home devidamente separada. Depois de quatro horas e de ter formatado um HD duas vezes, enfim consegui logar e começar a usar o novo Ubuntu. Ao instalar os drivers da placa de vídeo descobri que há uma excelente nova ferramenta de gerenciamento de repositórios, além de um gerenciador específico para drivers e codecs proprietários bem interessante.
Foi quando dei-me conta de que minhas partições NTFS não haviam sido montadas automaticamente, como acontecia no Edgy Eft. Logo me lembrei das promessas de que o suporte a NTFS tinha sido tornado fácil nesta nova versão do sistema operacional, e resolvi testar. Para quem não se lembra, foi tentando fazer coisa parecida que praticamente inutilizei minha instalação anterior. Como naquela vez, segui os passos indicados no tutorial e, voilà: algo deu errado. Instalado o driver do ntfs-3g, o sistema operacional não era mais capaz de reconhecer o filesystem em um dos drives.
Mexe de lá, mexe de cá, resolvi fazer um teste e aproveitar a tal “facilidade” do Feisty e desinstalar o ntfs-config. Dessa vez, pelo menos, tudo correu como o esperado. Conferi e, surpresa, o Linux tinha voltado a reconhecer os dois HDs NTFS, embora continuasse a não montá-los e sequer me deixar ler seu conteúdo sem estar logado como root. É um problema fácil de resolver, mas é estranho que algo tão útil para quem usa ou usava Windows e que funcionava out of the box no Edgy tenha sofrido esta mudança no Feisty.
No fim, as mesmas conclusões de sempre: só um idiota pode pensar que este é um sistema operacional capaz de competir com o Windows pelo mercado de usuário final; só um idiota diz que ele é tão ou mais fácil de instalar que o Windows; só um idiota diz que ele é tão ou mais rápido de instalar e usar que o Windows (o Feisty, especialmente, é deveras pesado); só um idiota diz que ele é mais estável que o Windows (por “Windows”, em todos esses casos, considere-se o XP, já que ainda não tive a oportunidade de usar o Vista). O Ubuntu, pelo menos, é um ótimo sistema operacional, com inúmeras vantagens sobre o produto da Microsoft, tanto que aqui estou a usá-lo em detrimento deste. Mas quem espera ver o pingüim competindo de igual para igual com seus supostos grandes competidores, faria muito bem em reconhecer as tantas áreas primárias que ainda precisam ser melhoradas.
UPDATE: estou de volta ao Edgy Eft. A performance do Feisty na minha carroça torna sua utilização absolutamente impraticável.
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1 Bruno Galera // Apr 24, 2007 at 8:33 am
Baixei o Feisty Fawn por justamente não agüentar mais ouvir o discurso de “sim, é tão fácil quanto instalar um XP”. Acho que já estou desistindo da idéia, já que vou ter que formatar meu notebook e criar uma partição nova só pra isso. Ainda perderia a licença do Office que consegui de barbada com meu sogro.
Não instalarei.
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