Caveat Emptor

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torradeira faz sucesso entre “non-gamers”

November 21st, 2006 · 5 Comments

The new Nintendo’s flaws make me question who the Wii’s audience will be. Kids don’t want embarrassingly easy games. Casual gamers of any age will bail out the first time their crosshairs go AWOL. And hardcore gamers like me aren’t going to bother with a magic wand that makes us less efficient at killing aliens.

Gostei bastante da crítica de Erik Sofge, na Slate, sobre as razões para não comprar um Wii. Mas acho que, ao sentir-se incomodado por um videogame que não é feito para quem costuma jogar videogames, ele cometeu uma injustiça: os “casual gamers” não vão jogar Metroid, Red Steel ou outro desses jogos “sérios” em que ter uma boa mira é essencial para a experiência.

Afora isso, suas reclamações se somam a de muitos outros cujas opiniões eu respeito bastante, e ajudam a cimentar minha impressão de que, na sua busca por um novo mercado a Nintendo criou um eletrodoméstico, não um videogame.

Não é que eu não entenda quem fique empolgado com um novo modelo de, digamos, cafeteira. Só acho que, embora fazer um espresso ideal envolva alguma técnica e possa ser um desafio com resultados extremamente agradáveis, é preciso reconhecer que trata-se de algo absolutamente diferente de um videogame. E por mais que, passado o preconceito, eu tenha achado jogos como Katamari Damacy e Guitar Hero extremamente divertidos, continuo achando jogos como Gears of War ou Call of Duty 3 muito mais interessantes.

Aproveitando o ensejo, um último comentário: tem muita gente por aí dizendo que a Microsoft só lançou o Zune por inveja, que não entendem como a empresa imaginou que poderia competir com um ícone como o iPod, com os anos de vantagem da Apple neste mercado. Pois me lembro muito bem de ouvir as mesmas críticas quando do lançamento do XBox, que também tinha um hardware melhor que o do competidor, mas igualmente não tinha tradição e base de usuários fiéis. Uma geração mais tarde e coisas como essa não surpreendem mais ninguém.

Tags: games

5 responses so far ↓

  • 1 Bruno Galera // Nov 21, 2006 at 8:46 am

    Mas a Nintendo não tá apostando nesse mercado de jogos “bobos” desde o Gamecube? Não sei se eu entendi bem a crítica. Até porque já tem versão de Resident Evil engatilhada pro Wii. E, que eu saiba, o Zelda novo é algo fora de série.

  • 2 Solon // Nov 21, 2006 at 4:15 pm

    a Nintendo, como softhouse, sempre fez jogos que qualquer criança poderia jogar. e sempre manteve um certo controle sobre o tipo de jogos que outras empresas desenvolviam (leia-se, nunca deixariam GTA ser lançado para um de seus consoles, por exemplo).

       

    mas o GameCube é um videogame como qualquer outro. só que ele não teve muitos jogos “third party” desenvolvidos para ele, então a ênfase ficou mesmo nos jogos da própria Nintendo, o que acabou gerando essa fama de ser um videogame para crianças.

       

    o problema com o Wii é o seguinte: na sua busca pelos tais “casual gamers” (aquelas pessoas que compram Brain Age e Nintendogs para o DS), eles criaram um console que não costuma empolgar muito quem gosta de jogos mais longos e complexos. eu vi alguém comentar, em um blog, esses tempos, que demorou horas para conseguir terminar o primeiro nível (leia-se “tutorial”) do último Splinter Cell no Wii, por causa dos controles, e depois foi jogar de novo no PS2 e terminou o mesmo nível em quinze minutos. mesma coisa de que reclama o Erik Sofge, e praticamente todos os “gamers” que eu já vi passarem algum tempo com o console.

       

    quanto a Zelda, eu nunca gostei do jogo, assim como nunca gostei dos Final Fantasy. a introdução de “mini games” como o famoso jogo da pescaria, então, só me deixam com mais má vontade em relação ao bicho. dessa primeira leva de jogos, o único que me parece minimamente interessante é Red Steel. mas ainda preciso ser convencido de que o Wii-mote não é um gimmick, que pode realmente tornar a experiência de jogar um videogame mais interessante.

  • 3 Bruno Galera // Nov 21, 2006 at 5:24 pm

    Bah, eu lembro como eu tinha medo do controle do N64 ser uma merda absurda. A primeira vez que movimentei aquele stick e fiz o Mario girar sobre o próprio eixo, quase caí no choro.

    Não sei se terei algum videogame “desktop” de novo. Só sei que, se fosse pra apostar às cegas, seria um Wii. Estou mais na classe de casual gamers, ultimamente, já que não consigo nem terminar mais que 10 missões no Vice City.

  • 4 Cachopa // Nov 22, 2006 at 8:08 am

    Eu acho que tu não levou uma coisinha em consideração: o pessoal que tem filhos pequenos hoje jogou ataris, nintendos e segas há alguns anos atrás. Aí a idéia de um brinquedo para crianças casual gamers me parece ser boa.

  • 5 Cachopa // Nov 22, 2006 at 8:08 am

    (crianças “mais” casual gamers)

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