Caveat Emptor

compre por sua própria conta e risco

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September 17th, 2006 · 2 Comments

Suspeitei desde o princípio:

“I made a song. I own it. How come, when I wirelessly send it to a girl I want to impress, the song has 3 days/3 plays?” Good question. There currently isn’t a way to sniff out what you are sending, so we wrap it all up in DRM. We can’t tell if you are sending a song from a known band or your own home recording so we default to the safety of encoding.

Enfim anunciado o Microsoft Zune, confesso achar o bicho simpático. Especialmente sua capacidade de conectar-se a redes WiFi para fazer download de músicas (e, quiçá, para conectar-se ao XBox Live ou à Sirius) é bastante interessante. Mas como era de se esperar, sempre tem alguma tecnologia proprietária no meio do caminho para estragar a brincadeira.

Claro que a prática não é exclusiva à Microsoft, mas é interessante como as empresas parecem não aprender com o erro alheio. O grande trunfo do iPod é que seu DRM é facilmente contornável (basta queimar os arquivos em um CD e voltar a transformá-lo em formato digital sem proteção), além de que o player toca arquivos MP3 sem proteção alguma.

Que a MS queira se passar de boazinha para RIAA e companhia, é perfeitamente entendível. Mas ao aplicar o DRM a qualquer música posta para dentro do Zune, eles estão tecnicamente inutilizando uma funcionalidade que deve ter custado caro desenvolver e implementar, que é a possibilidade de compartilhar músicas usando redes WiFi.

Digamos que eu tenho uma banda, e quero passar adiante para meus amigos uma música que gravamos. Se eu pudesse botar a música no Zune e usá-lo para transferi-la para outro aparelho, ou mesmo para um PC, usando o WiFi, isso seria um grande incentivo para comprar o player da Microsoft. Mas se o dito cujo vai limar funcionalidade da minha música, à revelia, é muito mais fácil eu mandar o arquivo por e-mail para as pessoas, ou lhes passar um CD, para que elas copiem a música para seus computadores e players e possam ouvi-las por quanto tempo quiserem.

E o mais fantástico de tudo é que, com este “DRM by default”, o player da Microsoft irá quebrar a licença de qualquer conteúdo que tenha sido feito sob Creative Commons. Fico pensando se um grupo de artistas ligados ao movimento copyleft não poderia processar a empresa de Redmond por quebrarem a licença de seus produtos. Talvez assim eles criassem um jeito de seu player não aplicar DRM a nada que já não o tenha para começo de conversa.

Tags: copyright

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