Usuários do Gmail que passam o dia inteiro na frente do computador, com o dito cujo aberto em alguma janela ou aba do browser, já devem ter tido a experiência de vê-lo fora do ar. Às vezes por alguns segundos, outras vezes por vários minutos. E nem vamos falar dos problemas do Orkut.
Como bem notou o pessoal do Lifehacker essa semana, estes downtimes são a melhor razão do mundo para que não dependamos inteiramente de aplicativos na web. Algo que é ainda mais óbvio quando se usa um serviço tão instável como o do Virtua para prover seu acesso à Internet.
No entanto, esse tipo de coisa não impediu o Larry Ellison de prever, há uma decada, um futuro em que pessoas usariam apenas terminais, com seus arquivos e programas em computadores remotos. E não impede uma empresa britânica de, nesta quarta-feira, ter feito previsão semelhante, mas agora dizendo que handhelds (celulares, PDAs e videogames portáteis) tomarão o lugar dos PCs, sendo usados para acessar dados e informações na ‘Net.
Claro, porque, afinal, quem precisa de um bom processador e uma tela de 30″ para usar o Photoshop tendo a possibilidade de fazer o mesmo na tela de 2.5″ de um celular, correndo o risco de ter o trabalho interrompido por uma ligação? Não tenho dúvida alguma quanto ao fato de que o celular se tornará, cada vez mais, a principal plataforma digital para nossas atividades do dia-a-dia. Mas essa mania de querer declarar a morte de uma tecnologia, pra variar, é um exagero desprovido de bom senso prático.
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