Quando trabalhava como redator no Terra, um de meus trabalhos quase que diários era fazer matérias sobre a lentidão do trânsito em São Paulo ao final da tarde. A função se resumia a conferir o mapa de fluidez da CET a cada meia hora, e fazer um update na matéria com os novos dados, a partir de um template já consagrado.
Não poucas vezes, eu reclamava à Larissa que isso era trabalho para macaco, ou que poderia ser substituído por algum script que gerasse os dados automaticamente. Obviamente, esta não era a única de minhas funções que podia ser entregue a um robô, e nem sou eu o único jornalista a já ter passado por situação semelhante.
Pois o pessoal da Thomson Financial, um grupo especializado em informações de negócios, se deu conta de que estava desperdiçando o talento de seus repórteres na criação de matérias contendo apenas dados básicos a partir de relatórios públicos de grandes empresas. Solução? Criaram um programa de computador capaz de escrever as mesmas matérias menos de um segundo depois de os relatórios serem publicados.
Fico imaginando o tipo de gritaria que isso causaria no sindicato dos jornalistas se alguém aplicasse o método aqui no Brasil. Eu, como sou sempre “do contra”, achei a idéia genial e espero, do fundo do meu coração, que a moda pegue mundo afora e este tipo de tecnologia se torne barato e popular entre grupos de comunicação.
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1 translate this at Caveat Emptor // Sep 5, 2006 at 3:56 am
[…] Como tantos outros, continuo cético quanto à possibilidade de usar máquinas para substituir pessoas na tradução de textos literários ou coisa parecida. Mas especialmente depois da história de máquinas que escrevem notícias automaticamente, a partir de relatórios de empresas, não duvido que o futuro do grosso dos tradutores do mundo esteja cada vez mais próximo do fim. […]
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