
Como tudo lançado pela Google, muito se fala sobre o Android. Mas enquanto se gasta muito tempo falando sobre suas qualidades e potencial, parece-me que se dá muito pouca atenção à enorme mudança de paradigma que ele significa por parte da gigante de Mountain View. Afinal de contas, na transição para o mundo do mobile, ela foi a única das “quatro grandes” a encarar tal mudança.
Senão, vejamos:
- Apple: depois de uma malfadada parceria com a Motorola, lançaram um combo hardware + sistema operacional exclusivo e, sozinhos, mudaram a indústria de telefonia celular norte-americana;
- Microsoft: produz apenas um sistema operacional, que pode rodar no aparelho de qualquer empresa que assim desejar, e disputa com a Apple o segundo lugar no mercado, atrás do monstro Symbian;
- Yahoo: através do Yahoo Go! e o oneConnect, busca servir de ponto de partida para o uso de internet móvel por parte de qualquer usuário, independente da plataforma escolhida por este;
- Google: ainda que se esforce para criar versões mobile de seus serviços, resolveu aplicar o grosso de suas forças na criação de mais um sistema operacional, entrando na briga com Microsoft, Apple e Symbian.
Essa mudança é ainda mais notável quando se leva em conta o fato de que a Google não é nenhuma softhouse exepcional, tendo mais sucesso em comprar serviços criados por terceiros (Writely, JotSpot, YouTube) do que na criação de produtos do zero. O resultado disso é que, enquanto o Yahoo! acumula elogios por seus produtos (com razão, diga-se de passagem), o Android permanece sendo apenas vaporware.
Verdade que as duas têm muito a temer no iPhone. Mas o desafio do Google será vencer em um mercado cada vez mais saturado, no qual a Apple se confirma como grande força, e batendo de frente com três empresas com vasta experiência na área.
O Yahoo, por outro lado, já tem um serviço consolidado que, enquanto o Symbian reinar supremo - especialmente na Ásia, onde têm enorme penetração -, terá um público cativo. Sem falar que o recém lançado SDK significa que, muito em breve, poderá existir Yahoo Go! e oneConnect para iPhone, ainda que sua utilidade em um celular com um browser completo como o Safari seja duvidosa.
É possível que este assunto já tenha sido tratado à época do anúncio de lançamento do Android, e eu não tenha visto por só ter começado a dar mais atenção ao assunto recentemente. Mas realmente me parece que, afora as questões técnicas do produto, há mais a se falar sobre o posicionamento estratégico da Google. O que há de diferente, em seu entendimento, entre o mundo do desktop e mobile para levar a tal mudança de abordagem?
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February 16th, 2008 · 2 Comments
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February 14th, 2008 · 1 Comment
Sinceramente? Já estou mais do que de saco cheio de blogueiro falando mal de jornalista. Como isso foi o que de mais digno de nota vi acontecer na quarta-feira, durante a palestra do Edney sobre audiência em blogs, este dia será considerado indigno de mais do que dois parágrafos.
Segundo parágrafo, este, dedicado a comentar que, enfim, conheci outras duas figuras que muito admiro em nossa internet tupiniquim: Inagaki, responsável por me arranjar um espaço no Interney Blogs e alguém que sempre cito como exemplo de que um blog pode falar sobre tudo, não ter posts diários, e ainda assim ter uma audiência de respeito; e o Nix, hoje editor do Blogamos, e alguém com uma veia ranzinza e pé no chão que muito me agrada.
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February 13th, 2008 · 1 Comment
Como um pouco mais de atenção há de denunciar, este post está sendo escrito em plena quarta-feira. O que significa que, desta vez, iremos direto ao resumo do dia:
Com a publicação, ainda que tardia, da versão final da agenda do evento, começaram também as palestras e o lado um pouco mais sério da Campus Party. Entre correrias para ajudar a tocar o Blogumentário, post de apresentação no meu novo blog e a loucura do dia-a-dia aqui na Bienal, não sobrou tempo para postar aqui.
O destaque da terça-feira, pra mim, foi a palestra do Pedro Dória, um dos mais relevantes blogueiros brasileiros da atualidade, além de um dos preferidos da casa. Além de fazer uma palestra sobre colaboratividade baseada na provocação de que “colaboratividade não funciona”, ele fez todo um apanhado da evolução histórica da blogosfera no Brasil, da sua atual falta de relevância e independência, e da necessidade de surgir um Instapundit ou Daily Kos no país. Muito interessante, e muito próximo da minha visão sobre o assunto.
Afora isso, palestra sobre direito digital com Ronaldo Lemos (resumo: tenha um bom advogado por perto), conversa com a community manager do Flickr, Heather Champ, e flashmob de blogueiros discutindo a farsa da monetização em blogs. Muita coisa que não é novidade para quem acompanha o meio há algum tempo, mas que é interessante de ver acontecer offline.
Também consegui, finalmente, conhecer algumas pessoas com quem muito já tinha falado virtualmente (esperem por fotos minhas vestindo a camiseta do Techbits assim que o Fugita me arranjar uma), com destaque especial para o Leandro, do agora Urbanistas. Boto muita fé nas idéias que ele está querendo tocar pra frente.
Sim, tem muita informação aí sem a devida contextualização. Prometo que pós-Campus Party, quando a poeira baixar, eu falo de tudo que merecer em maior detalhe. Até lá, vamos ver se eu consigo terminar o post desta quarta-feira de menos acontecimentos antes da quinta-feira.
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February 11th, 2008 · 2 Comments
16h06: Nunca levei jeito pra alpha tester. Prefiro usar as coisas depois que todos (ou o máximo possível de) bugs já foram encarados por outros e resolvidos.
Razão pela qual ao chegar à Bienal do Ibirapuera, hoje, e dar de cara com algumas centenas de campuseiros, toneladas de carga às costas, e esperando sob um Sol escaldante em uma mui longa fila, preferi abortar. Assim, estou de volta ao chateau dos Lage-Urbim.
Mais notícias conforme elas surgirem.
19h00: Com uma credencial de produção, consegui adentrar o prédio. Muita gente correndo dum lado pro outro com cara de quem tem coisa importante pra fazer, blogueiros celebridade dando entrevistas, e os usual suspects discutindo assuntos sérios como inclusão digital.
19h35: A fila, enfim, tornou-se civilizada (leia-se, não tinha ninguém na fila “S-Z”), e consegui minha credencial de campuseiro. Pela quantidade de crachás ainda sobre as mesas, e a pilha de barracas da Telefonica esperando por dono, acho que a população deve dobrar nos próximos dias. Ah, eu já contei que não se consegue acesso wireless por aqui?
00h30: Com a debandada de um bando de amigos em busca de uma ceva, acabei declinando da idéia de acampar neste primeiro dia de cparty, e mais uma vez dormirei na casa do mui prestativo casal Lage-Urbim.
Resumo do dia: Esta segunda-feira foi de montagem de estandes, reconhecimento do local e identificação de certas figurinhas carimbadas da blogosfera (embora, como é de praxe, eu não tenha tido o desprendimento necessário para me apresentar aos que não conhecia).
Por ora, a impressão geral é negativa. Há pelo menos uma falha imperdoável na infra-estrutura, seja ela proposital ou não, que é a falta de uma rede sem fio para acessar a Internet. Significa que, em um evento de tecnologia, em 2008, o cidadão ainda precisa ficar correndo do seu computador para uma conferência e de volta, caso queira publicar algo com um pouco de rapidez.
Além disso, muita gente tendo problemas na hora do cadastro (eu, pelo menos, não tive problema algum e fui muito bem recepcionado), falta de informação sobre horários e eventos previstos, e seguranças com muita má vontade. Sem falar na política de não se vender ou deixar consumir bebidas alcoólicas por lá.
Mas, por outro lado, tem muita gente bacana reunida, projetos interessantíssimos já sendo tocados e outros prometidos, e a expectativa de muita coisa bacana para quando as coisas finalmente entrarem nos eixos. Arrisco dizer que nesta terça-feira se decidirá o sucesso ou não desta Campus Party. A ver.
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February 4th, 2008 · 4 Comments

2005: Usuários indignados com a compra do Flickr pelo Yahoo ameaçam deixar o serviço caso a empresa de Sunnyvale os force a se tornarem membros de seu portal. O grupo criado então ainda existe, com 1.406 membros e 7.816 fotos postadas.
Uma facção dissidente de membros da comunidade de compartilhamento de fotos Flickr está ameaçando um “suicídio em massa” simbólico para protestar contra uma maior integração do site com seu novo dono, Yahoo.
2007: Usuários indignados com a obrigação de migrarem suas contas do Flickr para Yahoo IDs batem os pés, reclamam e ameaçam trocar o serviço por concorrentes.
Em fóruns do Flickr, alguns usuários perguntavam como poderiam conseguir um reembolso e outros ameaçavam não renovar.
2008: Usuários indignados com a possibilidade de o Yahoo passar a ser controlado pela Microsoft gritam para os céus, amaldiçoam toda a linhagem de Bill Gates, e ameaçam deixar o serviço. Novamente, criam um grupo para postar fotos de protesto e deixar suas mensagens de indignação - até agora com 978 membros e 134 fotos postadas.
Uma pequena mas barulhenta minoria no Flickr já está montando protestos online diante da perspectiva de uma aquisição por parte da Microsoft.
Isso sem falar nas rusgas menores, como a moderação de fotos e comentários, ou a política de deletar contas de pessoas que usam o serviço como bazar virtual. Ou seja, por favor não pensem que a choradeira de algumas centenas de usuários do Flickr diante da possibilidade de mudança é alguma novidade, ou um aviso que a Microsoft deve levar muito mais a sério do que o próprio Yahoo levou quando comprou o serviço originalmente.
Quanto ao futuro do Yahoo diante da oferta da Microsoft e dos rumores de interesse por parte de tantos outros, não tenho nada a dizer que muita gente já não tenha dito por aí com muito mais propriedade. Só deixo registrado que acredito que quem acha que esta é uma briga pelo mercado de busca está um pouco equivocado, e que os que acham que o Google não tem com o que se preocupar talvez devam repensar sua opinião.
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January 16th, 2008 · 3 Comments

Sem mais delongas, deixo-vos com o perfeito comentário de Joel Johnson, lá no Boing Boing Gadgets:
The Macbook Air has one intractable flaw.
It’s too big.
More precisely, too wide.
Ao contrário dele, no entanto, acho que a escolha da Apple não foi por achar que o público não aceitaria uma tela menor (basta ver como o PowerBook G4 de 12″ faz sucesso até hoje). Acho, sim, que foi um problema de espaço: para poder deixá-lo tão fino tiveram que “espalhar” os componentes da placa-mãe, tornando impossível criar um formato menor. Mesma razão para uma série de outras decisões “minimalistas”, como a de ter apenas uma porta USB e nenhuma Ethernet.
O que, finalmente, me leva à pergunta que não entendo por que mais pessoas não se fizeram: quando é que um dono de notebook se viu desejando que seu computador fosse mais fino? Conheço inúmeras pessoas que queriam que ele fosse menor e mais fácil de carregar. Mas, sinceramente, exceto pela beleza do design, não consigo entender como é que ser mais fino pode ser considerado algum grande avanço de usabilidade - ainda mais quando isso significa ter que abrir mão de trocar sua bateria, memória ou HD, não ter uma porta Firewire ou Ehternet, e apenas uma USB.
Ou seja, na comparação de tamanhos feita pelo Gizmodo, o que vale mais para a portabilidade, ser um dos pequenos (e versáteis) gordinhos à direita ou o espaçoso magro à esquerda? A resposta, pra mim, está no título do post de Johnson: o MacBook Air não é um sub-notebook.
P.S.: Fugita, se o hardware é apenas um detalhe, por que ainda ficas tão empolgado com os lançamentos da Apple, a ponto de equiparar a não existência de um drive ótico no MacBook Air (característica de longa data de UMPCs e sub-notebooks) com o fim da mídia física?
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Com o fim do recesso de fim de ano na empresa, 2008 enfim começará nesta segunda-feira, ao menos para mim. Ano de expectativas como poucas vezes tive, e momento de fazer promessas e assumir compromissos.
Um deles, como comentarei ao final deste post, é tentar combater meu costume de não fazer posts sobre assuntos que já tenha visto tratados em outros recantos. Desta forma, nada mais justo do que, neste primeiro post de 2008, me obrigar a fazer uma daquelas infalíveis - quiçá insuportáveis, a esta altura - listas do melhor do ano que passou.
Sem maiores delongas, vamos à lista em si, com apenas um caveat: não se trata daquilo que achei realmente melhor em 2007, mas sim do que mais positivamente me surpreendeu. Leiam e vocês entenderão.
2007 em Revista
Tecnologia (hardware) - Asus Eee PC: leve, minúsculo, com aparência de brinquedo, configuração modesta e preço bastante acessível. Esta foi a aposta da empresa taiuanesa para criar um notebook popular e extremamente portátil - uma resposta mainstream ao OLPC - que, como quem acompanha o assunto já deve saber, superou todas as expectativas. Feliz proprietário de um há pouco mais de um mês (estou escrevendo este post nele, inclusive), prometo uma resenha decente para o próximo post.
Tecnologia (software) - Twitter: para mim, o Facebook é muito mais interessante e essencial. Mas ainda assim, a minha grande surpresa em 2007 foi descobrir que o Twitter - aquela ferramenta feita para que seus amigos pudessem saber, via SMS, toda vez que você foi no banheiro ou ficou preso no engarrafamento - podia ser realmente útil como ferramenta de comunicação, algo um pouco mais pessoal e imediato que o e-mail, mas sem a banalidade de um MSN.
Disco - “The Black Parade”, My Chemical Romance: assim como o rock progressivo gerou uma série de bandas de sonoridade rigorosamente igual (EL&P, Yes, e sua prole), também o tal emocore tem enchido as rádios de bandas como Reação em Cadeia, NX Zero, Fall Out Boy e Panic! at the Disco. Mas assim como no progressivo sempre houve um King Crimson ou Mahavishnu Orchestra para experimentar e misturar outros estilos, este último disco do My Chemical Romance é uma fantástica demonstração de como há boa música para ser feita sob a alcunha de emo. Além do heavy metal (e até o famoso metal melódico, como na linha de guitarras no início de “Welcome to the Black Parade”) imediatamente óbvio, estão lá Chuck Berry - no solo de “Teenagers”, forte concorrente a hino da juventude desta década -, ou os arranjos vocais típicos do Queen. Até mesmo uma polka - “Mama” - ganhou roupagem moderna.
Livro - “Everyman”, Philip Roth: um homem tão comum que não merece nem um nome, leva uma vida comum até, subitamente, se ver numa meia idade de saúde debilitada, amigos e familiares alienados, e desejo sexual incompatível com suas condições. Uma das mais duras e interessantes visões que já li sobre o “massacre” de envelhecer.
Filme - Tropa de Elite: mesmo sem a ele ter assistido, achei interessante a escolha de “O Ano Em que Meus Pais…” como indicação brasileira ao Oscar. Me faz pensar que, finalmente, os cinemeiros do Brasil estão começando a se preocupar mais com filmes que agradem a platéia e menos em fazer artê. Por outro lado, penso que é uma grande injustiça tirar de Wagner Moura a merecidíssima chance de concorrer à estatueta de melhor ator - ainda que perdesse para, tudo indica, Daniel Day-Lewis. Sua atuação, sozinha, já vale o ingresso, a pipoca e mais um pouco.
Show - Matisyahu @ Pepsi On Stage - mais um daqueles shows que sempre tive curiosidade em ver, mas nunca imaginei que chegariam a Porto Alegre. Maiores comentários podem ser lidos na resenha lá no PAlegre, mas o resumo é que, ainda que o cantor tenha parecido alheio à platéia, foi uma performance excelente, e muito acima do que normalmente temos oportunidade de ver por aqui.
Série de TV (ficção) - Chuck: nunca gostei de Lost, enchi o saco de Heroes na metade da temporada passada; House teve, até agora, sua pior temporada, e Stargate: Atlantis continua sendo a mesma coisa de sempre. A grande surpresa deste ano, para mim, foi esta semi-comédia (sem claque, e com episódios de uma hora) sobre um nerd que, ao receber por celular o download de um banco de dados da CIA para o seu cérebro, subitamente tem que aprender a viver como espião do governo norte-americano. Se a premissa é absurda e as cenas de ação parecem pobres e mal coreografadas, as dificuldades de Chuck em manter suas relações com sua irmã e amigos, e sua paixão platônica pela colega de trabalho, tornam a série surpreendentemente divertida.
Série de TV (não-ficção) - Top Gear: nenhuma surpresa aqui. Para quem gosta de carros, é absolutamente imprescindível assistir. E mesmo para quem não gosta, o humor de Jeremy Clarkson e companhia deve render boas risadas. Assistam aos primeiros episódios dessa temporada, mostrando a empreitada dos três atravessando o sul dos Estados Unidos para entender do que estou falando.
O ano que vem e o ano que passou
A segunda e inevitável parte destas listas é falar do ano que passou e estabelecer metas para o próximo ano. A verdade é que não sou muito afeito a promessas ou grandes planejamentos, pois sou da política de que as coisas, de um jeito ou de outro, acabam se ajeitando. E assim foi 2007, ano que começou com a incômoda hipótese de uma mudança para São Paulo atrás de oportunidades profissionais que estavam difíceis de encontrar por aqui, mas acabou com um emprego que, pela primeira vez, me permitiu vislumbrar uma carreira a seguir na vida.
Por isso, como disse no começo do post, o ano de 2008 começa como um de raras expectativas. No trabalho, novos projetos prometem não só desafios interessantes, como a possibilidade de trabalhar com ainda mais pessoas legais - isso em um lugar onde não é um exagero dizer que se vive cercado de pessoas extraordinárias como o Menezes, para citar alguém que vocês conheçam. Além disso, a descoberta do knowledge management e suas intermináveis aplicações em um ambiente corporativo (especialmente usando ferramentas como wikis e redes sociais) ainda me deixa completamente em chamas ao pensar em tudo que posso fazer na área.
Também alguns projetos “extra classe”, pessoais ou nem tanto, devem finalmente poder receber a atenção e disposição necessárias para irem para frente. Um deles, inclusive, já prometido por aqui anteriormente e conhecido por alguns, deve ver a luz do dia muito em breve. Mas, como um post desses não é nada sem uma lista, vamos a cinco metas para o ano que começa (número aleatoriamente copiado do Inagaki):
1. Chegar à faixa verde de Kyokushin: se conheço o Pettini, ele diria que, se tivesse vergonha na cara, eu devia chegar a 2009 na faixa marrom e treinando para a preta. Mas como sou modesto e não tenho certeza se tenho a dedicação necessária para encarar o puxadíssimo exame da marrom, prefiro deixar pelo menos essa meta em um nível mais realista.
2. Viagens: curiosamente, os dois caras que considero meus melhores amigos no mundo moram longe de Porto Alegre - um em Brasília, o outro em Montreal. Já fui à primeira algumas vezes e, como a considero a melhor cidade para se morar no Brasil, volto sempre que possível, mas vergonhosamente não consegui visitá-la no ano que passou. No Canadá, por outro lado, nunca botei meus pés. Não por falta de convite, claro, mas da soma de fundos e tempo livre para tanto. Este ano, espero, com um pouco de planejamento prévio resolvo esta falha em minhas férias.
3. Blogs: tudo se resume a planejamento. Um post por semana aqui, um por semana no Proverbial e, quem sabe, um por dia no PAlegre (de qualquer um dos colaboradores, claro), não são metas nada impossíveis. Basta um pouco de disciplina e planejamento, que deve ser a tônica deste meu 2008 para tudo.
4. Cultura: para alguém que, entre outras coisas, trabalha envolvido com um portal de cinema, é uma vergonha ter visto tão poucos filmes no ano que passou. Desta forma, a primeira decisão, imperativa, é conseguir manter uma média de um novo filme por semana (sejam lançamentos no cinema, DVDs, Divx ou mesmo televisão). No campo da literatura, mesmo que há muito tempo ache que Internet e papel são a mesma coisa em termos de leituras e cultura, ainda acho que li menos do que devia em 2007. Assim, as metas para 2008 serão finalmente ultrapassar a faixa dos 200 feeds no meu Google Reader e/ou ler pelo menos 50 livros no ano. De novo, nada impossível.
5. Não comprar produtos Sony ou Apple: quem me conhece sabe que não há empresas no mundo pelas quais tenha mais desprezo do que estas duas, com suas ridículas políticas de criar sempre tecnologias o mais fechadas possível. Mas, por mais incrível que possa parecer, esta é a meta que, acredito, será a mais difícil de manter. Primeiro, porque uso uma DSLR da Minolta, empresa comprada em meados de 2007 pela Sony, de forma que quaisquer acessórios “oficiais” para ela são produzidos por esta. Além disso, com as notícias de que também a Warner irá usar apenas Blu-Ray como formato de distribuição em alta definição, será complicado evitar de acabar comprando algo com o selo da Sony. E por fim, há algum tempo tenho cogitado a idéia de comprar um MP3 player de grande capacidade, HD-based. Com o diminuto HD de 4GB do meu notebook, a idéia se torna ainda mais interessante pela possibilidade de utilizá-lo também como drive externo. Só que, alguém aí conhece um MP3 player de grande capacidade e que funcione como drive externo via USB em qualquer sistema operacional, sem a necessidade de instalar nenhum programa, além do iPod? Aceito sugestões.
E assim, que venha 2008. Ou melhor, que venha 2009 para eu poder prestar contas de tudo que aqui está. Se é que ainda existirão blogs até lá, ou que eu estarei por aqui a escrevê-los.
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November 30th, 2007 · 6 Comments



Sim, aquilo é um balão de ar quente. Sim, aquela é a praça da Sé. Sim, aquele é o Diego José Ferrero, vulgo Di, vocalista no NX Zero. Que diabos? Aguardem os próximos capítulos.
UPDATE: o Merigo, lá no Brainstorm #9, tem mais alguns detalhes. Pra quem não quiser seguir o link, explico ao menos isso: trata-se de uma ação de lançamento da versão brasileira do Google Maps, que ainda aparecerá no quadro Repórter por um Dia do Fantástico - por isso a participação do moço do NX Zero. Mas a história ainda continua.
Ah, detalhe bacana da história: por questões do complicado tráfego aéreo na cidade, e agora o Cidade Limpa, fazia oito anos que um balão não sobrevoava São Paulo.
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Depois dos bancos, não conheço empresas no Brasil que pareçam mais dedicadas a tornar a vida de seus clientes um inferno que as telefônicas. Qualquer pessoa que já tenha tido que lidar com qualquer uma delas tem histórias de horror para contar, desde casos de burrocracia e ignorância de atendentes até a má-fé pura e simples.
Pois lá no Nova Corja, o Walter está com um relato que é, ao mesmo tempo, o pior caso que já ouvi e um exemplo de como lidar com este tipo de situação.
Pois bem, após o registro das fotos, retornei para a sala de espera e continuei conversando com outras pessoas que reclamavam do atendimento. Eis, então, que surge a funcionária TATIANA DA SILVA HENSEL e, num tom ameaçador, diz: “O senhor não pode tirar fotos aqui.”
Olho para a funcionária e, sem dizer nada, troco a função da máquina para filmadora e dirijo a câmera em direção a ela, para registrar toda sua amargura. Tatiana, que certamente ganha um salário estrondoso da empresa, tenta arrancar a câmera das minhas mãos:
É difícil pescar só um pedaço, e a vontade é citar o post inteiro aqui. Vão lá e leiam tudo, por favor.
UPDATE: a história continua.
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